Enquanto tomava banho e após ver alguns comportamentos no Orkut, eu comecei a pensar que renderia um novo post. Acredito que as redes sociais moldaram os relacionamentos reais. OK, não sou a primeira a dizer isso. Alguns psicólogos fomentam o quanto o Orkut e demais mídias sociais estão mudando o jeito das pessoas agirem umas com as outras.
Pesquisando por imagens para ilustrar este post, encontrei a de um livro chamado Mulheres 2.0: o amor nos tempos da blogosfera. Bom, não li, nem nunca ouvi falar, então não posso opinar, mas deve falar disso.
Na semana do Dia dos Namorados, vale ressaltar como algumas pessoas vivem o namoro para fora, nas aparências, naquilo que os outros vão dizer e não no que elas sentem, pensam ou vivem. Mais importante do que o cotidiano, ou como ela vê o outro, é como as outras pessoas veem o seu relacionamento. Como o ex-namorado vai ficar "doido", quando ver no Orkut dela que está com um cara lindo e muito mais legal do que ele e vice-versa. Estranho!
Porém, muita gente faz isso. Pós-orkut, blogs e afins? Não! Isso acontece muito lá na cidade pequena e com as celebridades nas revistas de fofoca. Isso sempre aconteceu. Só que agora, parece que mais gente sofre desse "mal" de viver um relacionamento para fora.
Falo isso, porque me pego pensando no quanto pode ser importante deixar claro para todo mundo o "tamanho" do amor que se sente. Precisa? Acho que não. Não importa nem pra família, nem para os amigos, muito menos para quem não se conhece, por meio do Orkut, no qual isso tudo toma proporções maiores.
Amor deve ser vivido para dentro. As demonstrações de carinho não precisam ser sempre públicas por meio de Orkut, Facebook, Twitter, aquelas longas declarações no apelido do Msn ou whatever. Ok, você pode agregar, demonstrar que está no espaço, mas sem exagero, porque o que realmente importa é o que está dentro de você mesmo e não o que outros pensam que está. Falo por experiência própria, uma superexposição no Orkut há alguns anos, em 2004, para ser mais precisa, trouxe mais olho gordo do que alegrias.
Melhor do que usar o BuddyPoke é de fato dar um beijo, um abraço ou levar para jantar, dançar ou falar ao celular. Melhor que scraps são os bilhetinhos espalhados pela casa ou achados no bolso, do nada. Isso tudo é palpável e real...o virtual é complemento. E assim, ninguém além de você está mensurando o valor das coisas boas de um namoro...